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Viagem para São Paulo: o fim de semana do casal, item por item
Brasil · Leitura de 5 minutos

Neste artigo
- Onde você dorme decide quanto você gasta andando
- Metrô contra aplicativo, os dois no mesmo dia
- Onde a comida sobe: o almoço de dia útil contra o de sábado
- O passeio sem bilheteria e o que cobra ingresso
- A conta fechada do fim de semana, para duas pessoas
- A vaga de garagem, a linha que estoura a conta de quem vai de carro
Um fim de semana em São Paulo para duas pessoas, duas noites, fora de feriado, fecha numa faixa de R$ 860 a R$ 1.480. A distância entre a ponta de baixo e a ponta de cima não está no passeio escolhido.
Ela está no bairro onde você dorme e no transporte que o bairro obriga. A cidade cobra pouco pelo que se vê e muito pelo que se atravessa: trinta quilômetros por dia mudam o total mais que qualquer museu da lista.
Nós somamos a conta da viagem linha por linha, em faixa indicativa que se mexe com temporada e antecedência. Você troca pelos seus valores e refaz o total.
Onde você dorme decide quanto você gasta andando
Três faixas de hospedagem, mesma cidade, mesmo fim de semana, quarto duplo, fora de feriado.
- Junto de uma estação de metrô no centro expandido, entre a Consolação e a Avenida Paulista: R$ 190 a R$ 330 a noite.
- No eixo comercial da zona sul, entre o Itaim e a Faria Lima: R$ 380 a R$ 650 a noite, e a faixa cede no fim de semana, quando os escritórios fecham.
- Em bairro sem estação a pé, a quatro ou cinco quilômetros do centro: R$ 120 a R$ 210 a noite.
A terceira faixa parece a melhor até o transporte entrar na planilha. Sem estação a pé, cada saída vira corrida de aplicativo, e a economia de R$ 70 a R$ 120 na diária volta como gasto de deslocamento no mesmo dia.
O mapa da rede está no site do Metrô de São Paulo. A distância que decide a conta é a do quarto até a estação, a pé.
Metrô contra aplicativo, os dois no mesmo dia
Premissa igual para os dois lados: casal junto, quatro deslocamentos no dia, trajetos de 6 a 9 quilômetros, fora do horário de pico.
A tarifa unitária de ônibus e metrô está publicada pela SPTrans e pelo Metrô, e circula numa faixa de R$ 5 a R$ 7. Com a integração da janela do Bilhete Único, parte das baldeações não cobra de novo, e o dia inteiro do casal fica entre R$ 40 e R$ 56.
O mesmo dia por aplicativo, com as duas pessoas na mesma corrida, tem outra escala. Cada trecho sai por R$ 26 a R$ 48 fora do pico, o dia fecha entre R$ 104 e R$ 192, e a diferença de 24 horas vai de R$ 64 a R$ 136.
O veredicto não é escolher um modo só: trilho no trajeto longo, aplicativo na volta da noite e no trecho com bagagem. Duas corridas no fim de semana inteiro cabem no orçamento; oito, não.
Onde a comida sobe: o almoço de dia útil contra o de sábado
O almoço de dia útil é a melhor notícia da cidade para quem chega numa sexta. O menu executivo do horário comercial fica entre R$ 34 e R$ 58 por pessoa, com entrada e prato, nos bairros de escritório.
O mesmo prato, no sábado à tarde e à la carte, sobe para R$ 62 a R$ 98 por pessoa. A conta muda de faixa sem que a cozinha mude.
Café da manhã fora da hospedagem: R$ 16 a R$ 28 por pessoa. Jantar simples, sem bebida alcoólica: R$ 38 a R$ 70 por pessoa. Nos dois dias, a alimentação do casal fica entre R$ 360 e R$ 620, a segunda maior linha da conta.
O passeio sem bilheteria e o que cobra ingresso
A cidade tem uma camada inteira de programa sem cobrança de entrada, e ela cobre um fim de semana sozinha. Parques urbanos como o Ibirapuera e o Villa-Lobos abrem sem bilheteria, e a lista com endereço e horário de funcionamento está no site da prefeitura de São Paulo e no do governo do estado.
Feira de rua, mirante público e caminhada pelo centro histórico entram na mesma coluna: zero de ingresso, alguma coisa de transporte.
O que cobra são os museus e os centros culturais, numa faixa de R$ 20 a R$ 45 por pessoa. Boa parte deles mantém um dia da semana com entrada franca, e a agenda de cada museu publica qual é. Encaixar as duas visitas pagas no dia franco tira R$ 80 a R$ 90 do total do casal.
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A conta fechada do fim de semana, para duas pessoas
Premissa: duas pessoas, duas noites, hospedagem junto de estação, fim de semana comum fora de feriado e fora de janeiro.
- Hospedagem, duas noites: R$ 380 a R$ 660
- Transporte, dois dias de trilho com duas corridas de aplicativo: R$ 80 a R$ 112
- Alimentação do casal, dois dias: R$ 360 a R$ 620
- Um museu pago para duas pessoas: R$ 40 a R$ 90
Total do fim de semana: R$ 860 a R$ 1.480. O total por pessoa fica entre R$ 430 e R$ 740, e a linha que mais se mexe continua sendo a primeira.
A vaga de garagem, a linha que estoura a conta de quem vai de carro
Quem chega dirigindo paga duas contas que não aparecem na busca por hospedagem.
A primeira é a vaga da hospedagem, cobrada por diária, numa faixa de R$ 45 a R$ 95. A política está na página de reserva, fora do preço da primeira tela, e em duas noites R$ 90 a R$ 190 entram na conta depois que você decidiu.
A segunda é o estacionamento durante o passeio, de rua ou de shopping, que sobe rápido em região central. Somadas, as duas linhas acrescentam de R$ 130 a R$ 300 ao fim de semana, sem contar combustível e pedágio, cujas tarifas as concessionárias publicam por praça. O rodízio municipal, publicado pela prefeitura por placa e horário, não cobra nada no sábado, mas decide se o carro sai da garagem na segunda.
Nós somamos. Você decide.
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