O total · Transporte

Comprar passagens de avião: as quatro variáveis que mexem no preço

Brasil · Leitura de 5 minutos

Garrafa térmica fosca e um molho de chaves apoiados sobre o mapa de papel dobrado, com caneca verde escura ao lado, mesa de cozinha clara em luz da manhã

Tarifa aérea não tem preço de tabela. A mesma poltrona, no mesmo voo, é vendida por faixas diferentes conforme o estoque já vendido, e a companhia publica só o valor do momento da consulta.

Pela mecânica, este texto não crava tarifa nenhuma. Ele dá quanto separar por trecho, em faixa indicativa, e abre as quatro variáveis que mexem no número, uma por seção. Quem entende as quatro compra melhor em qualquer semana.

Nós somamos a conta da viagem por partes: a tarifa, a bagagem e o caminho até o aeroporto. Você refaz com os valores da sua busca.

Quanto separar por trecho, antes de abrir qualquer busca

Premissa das três faixas: uma pessoa, ida e volta, classe econômica, sem bagagem despachada, compra fora de férias escolares e fora de feriado prolongado. Faixa indicativa e regional, que se mexe com temporada, com o custo do combustível e com antecedência.

  • Trecho curto, até 1h15 de voo, entre capitais vizinhas: R$ 350 a R$ 750.
  • Trecho médio, de 1h30 a 2h30: R$ 650 a R$ 1.300.
  • Trecho longo, de 3 horas ou mais, do Sul ou do Sudeste para o Norte e o Nordeste: R$ 1.150 a R$ 2.400.

Se a busca devolve número acima da ponta de cima, o problema costuma ser a data, não a companhia. Se devolve abaixo da ponta de baixo, confira a bagagem incluída e a duração total com conexão antes de fechar.

Variável 1: a antecedência tem janela, não regra linear

Comprar com um ano de antecedência raramente entrega a menor faixa. A companhia abre a venda com poucos assentos na tarifa mais baixa e ainda não conhece a demanda do voo.

Para trecho nacional, a faixa costuma ficar mais baixa entre 30 e 60 dias antes da viagem. Dentro dos 10 dias finais, o estoque barato acabou e a faixa sobe rápido, porque a venda passa a ser para quem viaja a trabalho e não escolhe data.

O que dá para fazer sem adivinhar: fixe o destino, acompanhe o mesmo trecho por duas semanas e anote a menor faixa vista. Duas semanas de anotação valem mais que qualquer regra decorada, porque a rota que você quer tem a demanda dela.

Variável 2: o dia da semana e o horário do voo

São duas alavancas separadas, e a maioria mexe só na primeira.

O dia: sexta à tarde e domingo à noite são as duas janelas em que o avião enche de quem foi passar o fim de semana e de quem volta do trabalho. Terça e quarta ficam na ponta de baixo da faixa, no mesmo par de cidades e na mesma semana.

O horário: o primeiro voo da manhã e o último da noite costumam sair de 15% a 35% abaixo do voo do meio da tarde, em faixa indicativa que muda por rota.

O voo de madrugada cobra em outro lugar, e a seção final soma a linha.

Variável 3: a bagagem despachada e o preço que aparece depois

A tarifa da primeira tela quase nunca inclui mala despachada. O item aparece na última etapa, depois da escolha de assento, e muda o total de faixa.

A franquia, o peso permitido e o preço estão no regulamento da companhia, e mudam conforme a tarifa comprada. Leia o regulamento da tarifa que você está comprando, não a regra geral da marca: a mesma companhia cobra diferente por famílias de tarifa do mesmo voo.

Faixa indicativa para uma mala despachada em voo doméstico: R$ 100 a R$ 250 por trecho. Na ida e volta, o item dobra e vai para R$ 200 a R$ 500. O balcão do aeroporto costuma cobrar mais que a compra antecipada pelo site, e as duas colunas estão no mesmo regulamento.

A mesma conferência vale para remarcação e cancelamento. A multa e o prazo estão no regulamento da companhia e variam por tarifa, então confira antes de fechar.

A newsletter Destino do Dia está em preparação

Deixe seu email e receba o aviso quando o primeiro envio sair.

Entre antes do primeiro envio.

Você só recebe o aviso de lançamento. Cancele quando quiser.

Variável 4: o aeroporto alternativo e a conta de chegar nele

O aeroporto secundário aparece na busca com a tarifa menor e sem o custo de chegar nele.

Premissa: aeroporto alternativo a 70 a 130 quilômetros do centro da cidade de destino. O transporte rodoviário até o centro fica entre R$ 55 e R$ 160 por pessoa por trecho, então a ida e volta de uma pessoa custa R$ 110 a R$ 320, e o porta a porta ganha de 2 a 3 horas em cada sentido.

A decisão vira uma subtração. Para uma pessoa, a economia da tarifa precisa passar de R$ 320 para o alternativo valer. Para duas, o transporte dobra e a economia precisa passar de R$ 640, faixa que a tarifa raramente entrega no mesmo dia e no mesmo horário.

O alternativo continua bom num caso: quando ele é o aeroporto mais perto de onde você vai dormir. Aí o deslocamento cai para zero e a economia fica inteira no seu bolso.

A noite a mais que o voo de madrugada cria

O voo mais barato do dia costuma pousar depois da meia-noite ou decolar antes do amanhecer. As duas pontas cobram uma linha que não aparece na busca.

Pousar de madrugada obriga a pagar a noite inteira de hospedagem por quatro horas de cama, ou esperar no saguão até o horário de entrada do quarto. A diária extra fica numa faixa de R$ 160 a R$ 340, com premissa de quarto duplo simples fora de alta temporada. Decolar antes do amanhecer obriga o caminho até o aeroporto com metrô e ônibus ainda parados, e o horário de operação de cada modo está publicado pelo operador de transporte da cidade.

Fechando o trecho médio, uma pessoa, ida e volta com uma mala despachada e o deslocamento até o aeroporto por R$ 70 a R$ 150: R$ 920 a R$ 1.950. A tarifa era metade da conta.

Nós somamos. Você decide.

Destino do Dia está chegando

Deixe seu email e receba o aviso quando o primeiro envio sair.

Entre antes do primeiro envio.

Você só recebe o aviso de lançamento. Cancele quando quiser.