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Praias do Rio de Janeiro: a conta de um dia por zona da cidade

Brasil · Leitura de 5 minutos

Xícara de café clara ao lado de um mapa de papel dobrado sobre toalha de linho, mesa de cozinha em luz difusa da manhã e um pano de prato verde escuro dobrado no canto

Um dia inteiro de praia dentro da cidade do Rio custa entre R$ 150 e R$ 294 para duas pessoas. A diferença de quase o dobro entre o piso e o teto está na zona onde a praia fica e no jeito de chegar até ela, nunca na areia.

A premissa das três contas abaixo é a mesma: duas pessoas, um sábado fora de feriado prolongado, saída de manhã e volta no fim da tarde, sem hospedagem. Toda faixa é indicativa e regional, e se mexe com temporada, com dia da semana e com o quiosque escolhido.

Nós somamos as mesmas linhas em cada zona: transporte de ida e volta, estacionamento quando existe, quiosque com almoço leve e bebida, e o aluguel de duas cadeiras com guarda-sol. Praia do estado, com dormida em Búzios, Arraial do Cabo ou Angra, é outra conta.

Zona sul: R$ 150 a R$ 230 no dia, com o metrô resolvendo a chegada

Copacabana, Ipanema, Leblon, Arpoador, Praia Vermelha, Flamengo e Botafogo têm estação de metrô ou linha de ônibus a poucos quarteirões da areia. A tarifa vigente está publicada na página da operadora do metrô e na do consórcio municipal de ônibus.

As linhas do dia, para duas pessoas:

  • transporte público, ida e volta: R$ 20 a R$ 30
  • duas cadeiras com guarda-sol na areia: R$ 40 a R$ 60
  • quiosque, almoço leve e duas bebidas: R$ 90 a R$ 140

Total do dia: R$ 150 a R$ 230, com o total por pessoa entre R$ 75 e R$ 115.

Chegar de carro muda a conta na hora. A diária de uma garagem coberta perto da orla circula entre R$ 60 e R$ 110 em sábado de sol, e sozinha ela come metade do que as três linhas acima somam juntas.

Zona oeste e Barra: R$ 192 a R$ 294, porque o carro entra na conta

Barra da Tijuca, Recreio, Macumba, Prainha e Grumari ficam fora do alcance do metrô. O BRT chega à Barra e ao Recreio; até Prainha e Grumari, o percurso é de carro.

As linhas, para duas pessoas num carro:

  • combustível, 30 km somados na ida e na volta: R$ 22 a R$ 34
  • estacionamento em bolsão perto da orla, diária: R$ 30 a R$ 55
  • duas cadeiras com guarda-sol: R$ 35 a R$ 55
  • quiosque, almoço e bebida: R$ 105 a R$ 150

Total do dia: R$ 192 a R$ 294.

Grumari e Prainha ficam dentro de área de proteção ambiental, com estrutura de quiosque bem mais rala que a da Barra. O que você não comprar antes de sair, você não compra lá, e o gasto migra pro mercado da véspera.

Região oceânica de Niterói: R$ 165 a R$ 265, com a travessia na conta

Itacoatiara, Camboinhas, Piratininga e Itaipu ficam do outro lado da baía. De transporte público, o trajeto é barca até o centro de Niterói e ônibus até a região oceânica.

  • barca, ida e volta para dois: R$ 36 a R$ 46
  • ônibus até a região oceânica, ida e volta para dois: R$ 24 a R$ 39
  • duas cadeiras com guarda-sol: R$ 30 a R$ 50
  • quiosque, almoço e bebida: R$ 75 a R$ 130

Total do dia: R$ 165 a R$ 265.

De carro, a travessia é a Ponte Rio-Niterói, 13 km de pista, com pedágio cobrado em um sentido só. O valor vigente está na tabela da concessionária que opera a ponte, e é o número que você confere antes de escolher entre barca e carro.

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A zona mais barata muda quando entra o custo de chegar

Para duas pessoas sem carro, a zona sul vence por R$ 42 a R$ 64 no dia, e a vantagem inteira está em transporte e estacionamento. A areia não cobra nada em nenhuma das três.

A conta vira do avesso com mais gente. Combustível e estacionamento são custo fixo do carro, não custo por cabeça. Com quatro pessoas dividindo o mesmo veículo, a Barra passa a sair mais barata por pessoa que a zona sul de metrô, porque as duas linhas mais caras se dividem por quatro em vez de dobrarem.

Niterói fica no meio da tabela e vira a mais barata da lista quando a travessia deixa de ser transporte e vira o passeio do dia.

A regra curta cabe em três linhas:

  • até duas pessoas, sem carro na garagem: zona sul
  • de três pessoas pra cima, com um carro disponível: zona oeste e Barra
  • com a barca contando como programa da tarde: região oceânica

O gasto que quase ninguém soma: a corrida da volta

Todo mundo sai da praia na mesma hora. As empresas de transporte por aplicativo descrevem a tarifa dinâmica nos próprios termos de uso: quando muita gente pede carro na mesma região ao mesmo tempo, o preço da corrida sobe.

A corrida que saiu por R$ 28 a R$ 38 na manhã de sábado volta a custar R$ 55 a R$ 90 entre as 17h e as 19h, na mesma distância. Num dia de zona sul, o item esquecido acrescenta até R$ 60 ao total de R$ 230 e empurra a conta pra cima da conta da Barra.

Duas saídas resolvem. Deixar a praia antes das 16h ou depois das 19h30, quando a demanda cai e o preço volta ao normal. Ou caminhar dois ou três quarteirões pra dentro antes de chamar o carro, saindo do trecho de orla onde os pedidos estão concentrados.

Nós somamos. Você decide.

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