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Praias em SP: quatro trechos do litoral pelo total do fim de semana

Brasil · Leitura de 5 minutos

Chaves de carro ao lado de um caderno aberto em branco, com o mapa de papel dobrado servindo de descanso e uma caneca verde escura atrás, mesa clara em luz difusa

Um fim de semana de praia saindo de São Paulo custa entre R$ 595 e R$ 1.930 para um casal, fora o pedágio. O trecho mais caro fica a 75 km a mais de estrada que o mais barato.

A premissa é igual nos quatro trechos: casal, duas noites, hospedagem simples, carro próprio com consumo entre 9 e 12 km por litro, saída fora de feriado prolongado e fora de janeiro. Toda faixa é indicativa e regional. O pedágio fica de fora das somas porque muda por praça e por eixo, e a tabela vigente está publicada pelas concessionárias que operam cada rodovia.

Nós somamos três linhas em cada trecho: combustível de ida e volta, duas noites de hospedagem e alimentação de dois dias. Depois somamos a quarta linha, que quase nunca entra em planilha nenhuma: a hora de estrada.

Baixada Santista: 72 km e o total de R$ 635 a R$ 1.070

Santos, Guarujá, São Vicente e Praia Grande, pelo sistema de rodovias que desce a serra entre a capital e a Baixada. A operação das pistas muda de sentido conforme o fluxo do dia, e a concessionária publica o esquema em vigor antes de cada fim de semana.

  • combustível, 144 km somados: R$ 75 a R$ 110
  • duas noites de hospedagem: R$ 320 a R$ 610
  • alimentação de dois dias, para dois: R$ 240 a R$ 350

Total do fim de semana: R$ 635 a R$ 1.070, fora o pedágio.

Tempo de estrada: 1h10 com a pista livre, 2h30 na descida de sábado de manhã em dia de sol.

Litoral sul: 125 km e o menor total dos quatro, R$ 595 a R$ 955

Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe, pela mesma descida da serra e depois pela rodovia costeira que segue para o sul.

  • combustível, 250 km somados: R$ 130 a R$ 185
  • duas noites: R$ 265 a R$ 470
  • alimentação de dois dias: R$ 200 a R$ 300

Total: R$ 595 a R$ 955, fora o pedágio.

Tempo de estrada: 1h50 a 2h20. O trecho paga o preço da distância em combustível e recupera com folga na hospedagem, que é a linha mais barata dos quatro trechos.

Litoral norte: 200 km, R$ 1.140 a R$ 1.930 e a balsa entrando na conta

São Sebastião, Maresias, Camburi, Juquehy e Ilhabela, pela Rodovia dos Tamoios e depois pela Rio-Santos.

  • combustível, 400 km somados: R$ 210 a R$ 290
  • duas noites: R$ 640 a R$ 1.240
  • alimentação de dois dias: R$ 290 a R$ 400

Total: R$ 1.140 a R$ 1.930, fora o pedágio e fora a travessia para Ilhabela.

A balsa é operada por órgão estadual, cobra por veículo, muda de tarifa entre dia útil e fim de semana e tem agendamento de horário no site oficial. Em fim de semana de alta temporada, a fila da travessia passa de duas horas para quem chega sem horário marcado.

Tempo de estrada: 2h50 com a pista livre, 4h30 com fila na serra em sábado de sol.

Extremo sul: 260 km, R$ 785 a R$ 1.250 e o litoral mais vazio

Iguape, Ilha Comprida e Cananéia, pela Régis Bittencourt e depois pela estadual que corta em direção ao mar.

  • combustível, 520 km somados: R$ 270 a R$ 370
  • duas noites: R$ 295 a R$ 540
  • alimentação de dois dias: R$ 220 a R$ 340

Total: R$ 785 a R$ 1.250, fora o pedágio.

Tempo de estrada: 3h40. O gargalo aqui não fica na descida da serra e sim na saída da capital, nas manhãs de sábado.

A região faz parte de uma área de proteção ambiental extensa, e a travessia de balsa entre Cananéia e a Ilha Comprida é operada por órgão estadual, com horário e regra de embarque publicados na página oficial.

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A hora de saída pesa mais que o trecho escolhido

A fila da serra não aparece em reais na conta da viagem, e mesmo assim cobra em dois lugares. Ela queima combustível parado e come manhã de praia.

1h20 parado numa descida de sábado consome de 2 a 3 litros a mais e apaga metade de um dia de areia. Saindo às 6h, os quatro trechos rodam livres. Saindo às 9h30 num sábado de sol, o trecho de 72 km leva o mesmo tempo que o de 200 km levaria às 6h.

O veredicto por quilômetro rodado fica com o litoral sul, que fecha o piso mais baixo dos quatro com a segunda menor distância. O mais caro é o litoral norte, e a diferença de R$ 545 entre os dois pisos está quase toda na hospedagem, não na estrada.

O gasto que quase ninguém soma: as duas paradas de estrada

A parada do meio do caminho não entra na planilha porque parece lanche. Duas pessoas parando na ida e de novo na volta, com café, sanduíche e água nas duas pernas, somam R$ 70 a R$ 140 no fim de semana. A faixa é indicativa e sobe nas paradas de rodovia frente às padarias das cidades do caminho.

Quatro fins de semana de praia no ano levam o item esquecido a mais de R$ 400, quase uma noite de hospedagem do litoral sul.

Garrafa térmica cheia em casa e uma passada no mercado antes de pegar a estrada cortam a maior parte da linha. O que sobra é o café que você escolheu tomar, e não o que a fila te obrigou a comprar.

Nós somamos. Você decide.

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