O total · Explicador

Lugares para viajar no Brasil por faixa de orçamento por pessoa

Brasil · Leitura de 5 minutos

Garrafa térmica fechada no centro da mesa de cozinha clara, chaves de carro ao lado e um pano de linho verde escuro dobrado, luz da manhã cobrindo a mesa inteira

Lugar bonito o Brasil tem em toda direção. O que decide a viagem é quanto você tem por pessoa, contando transporte, hospedagem, comida e passeio na mesma soma.

As faixas abaixo valem para duas pessoas dividindo quarto e carro, fora da alta temporada, com valores por pessoa. São faixas indicativas e regionais: o mesmo roteiro sobe no verão e cede com antecedência.

Nós separamos quatro faixas, do mais apertado ao mais folgado. Cada uma diz que distância cabe, que tipo de hospedagem cabe, quantos dias cabem e qual gasto costuma estourar ali dentro.

Até R$ 500 por pessoa: raio de 250 quilômetros e duas diárias

Nessa faixa a viagem é bate e volta ou uma noite fora, dentro de um raio de 250 quilômetros. Carro dividido entre quatro ou trecho rodoviário curto, hospedagem simples de cidade pequena, dois dias de programa.

Cabe muita coisa: cidade histórica vizinha à capital, serra a duas horas de estrada, praia do litoral do próprio estado, cachoeira com entrada cobrada pela prefeitura ou pelo dono da área.

O gasto que estoura aqui é a comida. Com três refeições fora nos dois dias, alimentação chega a 30% do total e come a folga inteira. Quem leva o café da manhã e faz uma refeição em mercado municipal segura a faixa. Quem come tudo em restaurante de calçadão sai dela no primeiro almoço.

De R$ 500 a R$ 1.100: três noites e até 600 quilômetros

Aqui entra o feriado prolongado. Distância de até 600 quilômetros, três noites, ônibus rodoviário com tarifa consultável no painel público da agência reguladora do transporte terrestre, ou carro com quatro ocupantes. Hospedagem de quarto simples com café incluído.

O tipo de destino muda: capital vizinha, trecho de litoral com mais de uma praia, parque nacional com sede em cidade pequena. Três noites já entregam dois dias inteiros de programa e um dia de chegada.

O gasto que estoura é o transporte dentro do destino. Ninguém soma o deslocamento diário entre hospedagem, centro e praia, e ele fica perto de 12% do total quando a hospedagem está fora do eixo dos passeios. A linha de ônibus municipal, publicada pela prefeitura, resolve boa parte.

De R$ 1.100 a R$ 2.200: cinco noites e o primeiro trecho aéreo

Com essa faixa o avião entra na conta. Trecho nacional de até 2h30, comprado com cerca de 60 dias de antecedência, hospedagem com cozinha, cinco noites.

O mapa abre: capital de outro estado, litoral fora do seu, chapada com base em cidade de porte médio. Cinco noites cobrem três dias cheios de passeio, um dia de chegada e um de saída.

O gasto que estoura é o passeio contratado no destino. Cada travessia, cada trilha guiada e cada dia de barco entra como extra e some 18% do total sem aviso. A defesa é escolher os passeios antes de viajar, com o valor conferido no site oficial do parque ou do órgão que administra a área.

De R$ 2.200 a R$ 4.000: sete noites e destino com travessia

A faixa mais folgada compra tempo, não luxo. Sete noites, trecho aéreo longo ou destino que exige travessia de barco, hospedagem com café, e margem para um dia perdido sem que o roteiro caia.

É a faixa das ilhas, dos arquipélagos e das chapadas com deslocamento interno longo. Também é a faixa em que a taxa de entrada aparece: unidade de conservação com ingresso por pessoa e por dia, taxa ambiental cobrada por dia de permanência em alguns destinos, travessia com tarifa própria.

O gasto que estoura é justamente esse conjunto de taxas, que soma perto de 9% do total e cresce a cada dia a mais de permanência. Todas têm valor publicado no site oficial do órgão que administra o destino, e conferir antes de fechar as datas evita a surpresa no embarque.

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Como calcular a sua faixa antes de abrir o mapa

A conta que define a faixa tem quatro linhas e cabe em cinco minutos.

  • Chegar e voltar, por pessoa, no meio de transporte mais provável.
  • Dormir, multiplicando a diária por pessoa pelo número de noites.
  • Comer, contando duas refeições pagas por dia.
  • Passear, somando só os passeios que você faria de qualquer jeito.

Com o total na mão, você acha a faixa e o mapa se reduz sozinho. O caminho contrário, escolher o destino primeiro e depois procurar o dinheiro, é o que produz cartão parcelado em seis vezes por uma viagem de três dias.

O gasto que quase ninguém soma: o primeiro e o último trecho

Todo orçamento começa no aeroporto ou na rodoviária, e a viagem não. Falta o traslado até a hospedagem, na chegada e na volta, com mala e em horário ruim.

Numa faixa indicativa, o par de trajetos fica entre R$ 50 e R$ 160 por pessoa, e sobe quando o pouso é de madrugada ou a hospedagem está longe do eixo. O ônibus executivo do aeroporto, quando a cidade tem, corta boa parte da linha, e o itinerário está na página oficial do terminal.

Nós somamos as pontas. Você escolhe o destino.

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